| Breve Histórico da FAESP |
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A criação da FAESP reporta-se aos idos de 1940, quando realizaram-se os primeiros encontros nas propriedades dos líderes dos agricultores e pecuaristas das regiões de Mogi-Mirim, Barretos e Franca. Estas reuniões constituíram-se no germe da semente de um órgão associativo rural paulista de grau superior que veio a ser denominado na época de Federação das Associações Rurais do Estado de São Paulo - FARESP.A FARESP passou a aglutinar, de maneira institucional no Estado de São Paulo, os anseios dos produtores rurais integrantes da Associação Rural do Vale do Sapucaí, sediada em Franca, da Associação Rural do Vale do Mogi, sediada em Mogi-Mirim e da Associação Rural do Vale do Rio Grande, sediada em Barretos, tendo à frente o Dr. Iris Meinberg.Assim, a FARESP foi o marco inicial do movimento associativista rural, tendo desempenhado, ao longo de sua história, importante papel no desenvolvimento da agricultura do Estado de São Paulo e Brasil. Sua sede era localizada na Rua Sete de Abril e o seu primeiro Presidente, Dr. Iris Meinberg, que, anos mais tarde, fundou a Confederação Rural Brasileira, que viria a ser sucedida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA, sendo, também, seu primeiro Presidente. Na seqüência Presidencial da FARESP, seguiu-se o Dr. Clovis de Salles Santos.A Federação foi reconhecida pelo Ministério da Agricultura em 8 de fevereiro de 1946, pela Portaria nº 100, como órgão de defesa e representação da classe produtora agrícola paulista, sendo registrada sob o nº 2, Série FAR, na seção de Pesquisas Econômicas e Sociais do Serviço de Economia Rural, do Ministério da Agricultura. Dentre as atividades da FARESP, citam-se: Defesa da agropecuária paulista; Promoção do aumento da produção e da produtividade das explorações agrícolas; Implantação de políticas agrícolas; Apoio aos parceiros no trabalho da cultura cafeeira; Alfabetização dos trabalhadores adultos na região de Franca, iniciativa do Dr. Severino Tostes Meirelles. O desenvolvimento dos trabalhos na época demonstrava que os anseios das classes produtoras deveriam ultrapassar a conotação do associativismo e ganhar maior legitimidade, através de uma representatividade sindical.Deste modo, com fundamento no artigo 141 da Lei Federal nº 4.214, de 02 de março de 1963 - "Estatuto do Trabalhador Rural", os dirigentes da FARESP requereram ao Ministério do Trabalho e Previdência Social, em 16 de novembro de 1963, a sua investidura nas funções e prerrogativas de Federação de Sindicatos Rurais dos Empregadores Rurais na Lavoura, Pecuária e Similares e Produção Extrativa Rural do Estado de São Paulo. O pedido foi devidamente analisado pelos representantes do Ministério do Trabalho/Departamento Nacional do Trabalho, e, desta maneira, em 25 de maio de 1965, pela carta sindical MTPS - nº 125.062/64, o então Ministro do Trabalho e Previdência Social, Dr. Arnaldo Lopes Sussekind, resolveu reconhecer a representação dos empregadores sob a denominação de Federação da Agricultura do Estado de São Paulo, como a Entidade de grau superior, coordenadora das categorias dos empregadores rurais previstas e discriminadas na Portaria nº 71, de 02 de fevereiro de 1965, na base territorial do Estado de São Paulo. Registra-se, nesta época, a ocupação da função de Presidente, Dr. Luiz Emmanuel Bianchi e 1º Vice-Presidente, Dr. Fábio de Salles Meirelles. Este fato é de suma importância, uma vez que traduz o pioneirismo destas pessoas na edificação de uma Entidade que realmente representasse a classe dos produtores rurais.Sucedeu, ao Dr. Luiz Emmanuel Bianchi, o Dr. Odilo Antunes Siqueira, cujo segundo mandato teve, como Vice-Presidente, Dr. Fábio de Salles Meirelles. Menciona-se que, nesta segunda gestão, a escolha dos mandatários foi por processo eletivo, dos mais democráticos. Nesta época, a FARESP tinha uma abrangência de 110 Associações que vieram a ser transformadas em Sindicatos Rurais. A partir de 1975, assumiu a Presidência da FAESP, o Dr. Fábio de Salles Meirelles, ampliando, gradativamente, a abrangência da Federação para 233 Sindicatos Rurais, que, com suas Extensões de Base, perfazem um total de 543 municípios paulistas nos dias atuais. |